Os reacionários, os caretas, os medrosos, os ortodoxos, enfim, esse tipo de gente que, se lhes tivesse sido dado o poder de decidir sobre o futuro da humanidade desde o início, jamais teria inventado a pipoca -- o que falar do cafuné, do mambo e outras conquistas da civilização --, dirão tratar-se apenas de uma planta. Não me espanta. Só vemos o que queremos e o que podemos e com todo o esforço que é conseguir trabalhar e fazer o MBA e passar gel no cabelo e ter os dentes brancos e não fazer feio nas rodas, sobra pouco tempo para a observação de sacis, Cronópios, eclipses e quetais. O que falar então dos dragões?
Sim, pois isso que os idiotas da objetividade dirão tratar-se de um vegetal, meus caros, é um dragão. Um não, mas vários, porque pelo que tenho observado os dragões são os antepassados dos coelhos: da noite para o dia foram surgindo nos vasos do meu quintal. Já faz alguns meses. E como não sei o que pretendem, como posso ser devorado uma noite dessas e, principalmente, como não tinha nada de mais interessante para fazer, resolvi criar um blog para divulgar ao mundo os dragões que agora dormem (ou fingem muito bem) do outro lado da parede deste precário e pouco seguro escritório. Mais informações, em breve